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21/07/2015

Vozes de Angola: Prisões políticas

Cresce pressão internacional contra a detenção de 14 ativistas contrários ao governo



Conectas se somou ao repúdio internacional contra a prisão de 14 ativistas angolanos que se opõem ao governo de José Eduardo dos Santos (no poder desde 1979). Eles foram detidos no dia 20/6 sob a acusação de ameaçarem a ordem e a segurança do Estado. Algemados, os ativistas foram levados pela polícia até as suas casas e obrigados a entregar computadores, máquinas fotográficas e documentos. Não havia qualquer mandado de busca e apreensão.

Um dos ativistas presos, Manuel Nito Alves, participou do XIV Colóquio Internacional de Direitos Humanos, realizado em São Paulo entre os dias 24 e 29 de maio. Durante sua passagem pelo Brasil, ele falou sobre os riscos que corria ao criticar o presidente e denunciou a violação de liberdades e direitos em seu país – uma situação que, segundo organizações de direitos humanos locais, vem se agravando desde a aprovação da nova Constituição, em 2010.

Conectas demonstrou preocupação com prisão do grupo e pediu sua libertação incondicional ao ministério da Justiça angolano. Em carta enviada através da embaixada do país em Brasília, a organização destacou que as responsabilidades assumidas por Angola no plano internacional obrigam o governo a respeitar os direitos humanos.

“O fato de Angola fazer parte de instituições internacionais como o Conselho de Segurança e Conselho dos Direitos Humanos, ambos das Nações Unidas, e da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos reforça a responsabilidade do governo angolano de proteger os direitos humanos e as liberdades fundamentais do seu próprio povo”, diz o documento.

Clique aqui para ler a íntegra da carta.

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