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Globo News :: SP tem só cinco aparelhos de scanner para revistas em 168 presídios

Conectas na Mídia

31/08/2017 globo news marcos fuchs revista vexatória sistema prisional

egundo um levantamento feito pela ONG Conectas com exclusividade para a GloboNews e com base na Lei de Acesso à Informação, entre 2015 e julho deste ano foram realizadas mais de oito milhões de revistas íntimas nos presídios paulistas. A demanda é alta, mas há apenas cinco aparelhos de scanner corporal em um universo de 168 unidades prisionais do estado.
 

Os cinco aparelhos estão no Complexo Prisional de Pinheiros, na Zona Oeste da Capital, que tem quatro Centros de Detenção Provisória.
 

As revistas intimas nos presídios de São Paulo são proibidas. A lei estadual 15.552, de agosto de 2014, determina que durante as revistas nos presídios do estado o visitante não pode tirar a roupa, fazer agachamento ou dar saltos, nem ser submetido a exames clínicos invasivos.
 

Ele deve passar por revista mecânica em lugar reservado, com o auxílio de equipamentos que garantam a segurança do presídio mas que preservem a integridade física, psicológica e moral do visitante.
 

Três anos se passaram desde a aprovação da lei mas quase nada mudou.
 

Ao analisar a imagem pelo monitor do computador é possível ver claramente se a pessoa esconde na roupa ou no corpo, por exemplo, drogas ou arma. O scanner é um desconforto a menos para quem já enfrenta a dolorida rotina de visitar um parente preso.
 

A ONG Conectas chegou a entrar com uma ação na justiça com base em denúncias de mulheres que relataram humilhações durante as revistas.
 

“A Conectas entrou com uma ação, foi levado até em segunda instancia ao TJ, e infelizmente a Justiça entendeu que não era o caso de uma indenização em prol dessas mulheres que passam por esse constrangimento”, disse Marcos Fuchs, diretor-adjunto da ONG Conectas.
 

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, 165 scanners que começaram a chegar nesta semana serão instalados nos presídios de São Paulo até dezembro deste ano.
 

“Tem que valorizar a dignidade dessas mulheres, elas não podem pagar pelos crimes que os maridos, filhos, cometeram fora”, diz o diretor da ONG.”E para a própria segurança do sistema. você evita entrada de armas, drogas, Tudo vai funcionar melhor com esses equipamentos.”
 

> Assista a reportagem completa aqui.
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