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Encarceramento em massa não é Justiça

Campanha de Rede Justiça Criminal pede medidas para mudar a realidade do sistema prisional brasileiro

14/06/2017 encarceramento em massa prisões rede justiça criminal tortura

No Brasil há mais de 622 mil pessoas presas para apenas 371 mil vagas no sistema penitenciário. De acordo com dados do Ministério da Justiça, a maior parte dessas pessoas são jovens (até 29 anos), negras, de baixa escolaridade, que cometeram crimes sem violência, como tráfico ou furto. Cerca de 40% desses presos sequer foram julgados. É para chamar atenção para essa realidade e mobilizar a sociedade em torno de medidas que podem modificar essa situação que a Rede Justiça Criminal promove a campanha “Encarceramento em massa não é Justiça”.
 
Para reverter a atual política criminal brasileira, que coloca a pena de prisão como principal resposta do poder público aos casos de cometimento – ou suspeita de cometimento – de um crime, a Rede Justiça Criminal propõe quatro medidas: 


O encarceramento em massa não é só desumano, mas também é contra a lei. Para apoiar, acesse o site www.prisaonaoejustica.org e assine a petição.

Sobre a campanha
Ao colocarem óculos de realidade virtual, cerca de 300 pessoas que circularam entre os dias 6 e 10 de abril pelo Conjunto Nacional, localizado na Avenida Paulista, em São Paulo, entraram em uma cela superlotada, junto com 25 detentos. Imersas e espremidas em um espaço de 3 m², ouviram relatos de maus-tratos, de cumprimento de pena além do tempo imputado e de pessoas que estão presas há meses sem serem julgadas e sem qualquer informação sobre seus processos. Os fatos foram narrados por Emerson Ferreira, egresso do sistema carcerário, que, ao final, dialogou com os participantes da atividade.

As reações das pessoas que passaram pela experiência deram origem ao vídeo “Realidade Visceral”. Assista:
A Rede Justiça Criminal é formada por oito organizações não-governamentais engajadas na crítica ao encarceramento como resposta preponderante do Estado ao conflito com a lei.  Fazem parte da Rede: Centro de Estudos em Segurança e Cidadania (CESeC); Conectas Direitos Humanos; Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (GAJOP); Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC); Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD); Instituto Sou da Paz; Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH); e Justiça Global.
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