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Petróleo: o que Suape tem com isso?

Seminário discute a relação entre indústrias petrolíferas e violações de direitos em Suape

17/04/2017 complexo industrial portuário de suape fórum suape petróleo suape

Com o objetivo de discutir os impactos das indústrias da cadeia do petróleo do Complexo Industrial Portuário de Suape, o Fórum Suape -- iniciativa composta por entidades e pessoas físicas que contestam a maneira como vem acontecendo a implantação do Complexo -- realiza em Recife o seminário “Petróleo: o que Suape tem com isso?”, que acontecerá no dia 27/04.

A programação será composta por duas partes: de manhã acontece uma palestra com o tema “Mudanças climáticas e petróleo”, seguida de debates. Já durante a tarde acontece a mesa de discussão “Petróleo e consequências socioeconômicas e ambientais”, também sucedida por debates. O evento contará ainda com uma exposição de fotografias e vídeos.

Para os organizadores do evento, o crescimento econômico da região e do Estado decorrente da construção do Complexo não pode vir às custas dos moradores: “os impactos nas suas diferentes formas são evidentes, e queremos levar aos diferentes setores da sociedade, que é possível outra forma de desenvolvimento que leve realmente em conta as necessidades básicas das pessoas e a preservação ambiental”, afirmam em seu manifesto.

O evento é gratuito, mas é necessário se inscrever no site até o dia 24/04 e as vagas são limitadas aos 60 primeiros inscritos.

Entenda o caso

O Complexo Portuário Industrial de Suape, localizado a 40 km de Recife, consiste em um projeto de criação de um polo de desenvolvimento econômico do Estado de Pernambuco. Suas raízes remontam pelo menos à década de 70, mas ganhou impulso a partir de 2007. O Complexo é composto de um porto, estaleiros e mais de 100 mega-empresas industriais de diversos tipos, entre elas a refinaria de petróleo Abreu e Lima, da Petrobras, e outras indústrias do ramo petroquímico.

Suape é considerado pelos governos estadual e federal como um dos mais importantes projetos de desenvolvimento econômico do país. No entanto, a intervenção naquela região tem se caracterizado por uma série de violações de direitos humanos e pela insustentabilidade.

As comunidades tradicionais que habitavam a área foram removidas com violência, recebendo indenizações irrisórias e muitas vezes sem que novas moradias fossem disponibilizadas. Além disso, grande parte das famílias que foram retiradas perdeu seu modo de vida e seu meio de sobrevivência, como é o caso dos pescadores.

Por outro lado, a implantação do Complexo provocou impactos ambientais de enormes proporções, com danos que vão da perda de vegetação nativa até a destruição de barreiras de corais, passando pela alteração da hidrodinâmica da região.

A Conectas, junto com outras organizações parceiras, denunciou ao Ponto de Contato Nacional violações de direitos humanos cometidas por empresas particulares que atuam no complexo.

Seminário:
Data: 27/04/017
Local: Marante Plaza Hotel - Av. Boa Viagem, 1070 - Pina, Recife.
Horário: 8h30 - 12h e 13h30 - 17h

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