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A luta continua

Décima quinta edição do Colóquio se encerra hoje com a história de luta contra Belo Monte e roda de samba na Vai-Vai

06/10/2017 15 coloquio antonia mendes belo monte xingu vivo

por Sarah Furtado e Fidel Forato*

Após cinco dias de intenso trabalho, discussão e troca de experiências o 15º Colóquio Internacional de Direitos Humanos encerrou nesta sexta-feira, 6, com um encontro de confraternização na quadra da Vai-Vai, tradicional escola de samba localizada no centro de São Paulo.

Para a sessão de encerramento, os oitenta ativistas de mais de trinta países contaram as palavras da defensora Antonia Mendes, do Movimento Xingu Vivo para Sempre. Antonia, que vive no Estado do Pará, contou aos participantes sobre a luta contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte e da reparação às comunidades afetadas.  

“Somente com a nossa união e com a aliança dos povos ao redor do mundo na luta por uma vida digna, nós avançaremos. E isso não é impossível. Vocês são a prova disso”, declarou Antônia. “Não esperemos que a mudança venha de cima. Somos nós, o povo unido e organizado consciente capaz de mudar as coisas. É compromisso nosso, nós somos a maior autoridade deste planeta”, concluiu Antônia.
15º Colóquio
Com o tema central “Direitos Humanos: crise ou transição?”, o encontro trouxe como proposta a troca de experiências para a construção de alianças e proposição de ações para a garantia de direitos e busca por mais justiça social e igualdade. A discussão a partir dessa perspectiva disseminou a busca por soluções pragmáticas e realistas para contornar um cenário de retrocessos no campo dos direitos humanos, diagnosticado nacional e internacionalmente.

Neste ano, a Conectas organizou o encontro junto com Forum Asia (Tailândia), o Centro de Direitos Humanos da Universidade de Pretória (África do Sul) e o DeJusticia (Colômbia). A realização do evento conta com o apoio de Ford Foundation, OAK Foundation, Open Society Foundations, Channel Foundation e The Fund For Global Human Rights. Agradecemos também a FGV (Fundação Getúlio Vargas), o Memorial da Resistência, a APAC (Associação Pinacoteca Arte e Cultura), o Museu da Imigração e o governo do Estado de São Paulo, que cederam espaço para a realização de alguns dos encontros.

*Sarah Furtado e Fidel Forato são jornalistas voluntários do grupo de cobertura colaborativa do 15º Colóquio Internacional de Direitos Humanos
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