23/09/2007
Em 21 de setembro, a ONG Conectas Direitos Humanos, em parceria com outras organizações não-governamentais, promoveu um evento em Genebra pedindo a ação da ONU com relação à grave crise dos direitos humanos no Zimbábue.
O encontro, realizado em
paralelo à 6ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, teve o
objetivo de sensibilizar e pressionar os países que compõem o Conselho,
dentre eles o Brasil, para que incluam em suas pautas a situação dos
direitos humanos no país africano.
Durante o encontro,
intitulado "O papel da ONU na crise de Direitos Humanos do Zimbábue",
Tafadzwa Ralph Mugabe, advogado e ativista de direitos humanos do
Zimbábue, apresentou a situação que o país enfrenta e reforçou a
necessidade de ação da comunidade internacional. "O silêncio da
comunidade internacional com relação ao Zimbábue só pode ser fruto de
ignorância, indiferença ou cumplicidade", afirmou o ativista.
Essa
iniciativa é parte de uma campanha liderada por um grupo
de organizações da América Latina que se reuniram no final
de junho em São Paulo para elaborar um plano de ação em defesa da
prevalência dos direitos humanos no país africano. "O que acontece no
Zimbábue hoje merece a atenção de países e ONGs do mundo todo, não
apenas daqueles da África. No novo Conselho de Direitos Humanos,
acreditamos que o Brasil possa fazer a diferença colocando o assunto na
pauta e mostrando que a promoção e proteção dos direitos humanos está
acima de grupos ou interesses regionais", afirma Lucia Nader,
coordenadora de relações internacionais da Conectas Direitos Humanos.
As
violações de direitos humanos têm crescido constantemente nos últimos
sete anos no Zimbábue. A população enfrenta cotidianamente pobreza
extrema, repressão policial contra organizações da sociedade civil e
ativistas de direitos humanos, além de perseguição aos membros da
oposição. Com a proximidade das próximas eleições presidenciais, que
devem ocorrer em março de 2008, a repressão contra ativistas de direitos
humanos e membros da oposição ao governo tem piorado consideravelmente.
Além
da Conectas Direitos Humanos e do grupo de organizações da América
Latina, co-organizaram o encontro as ONGs African Center for Democracy
and Human Rights Studies, Cairo Institute for Human Rights, Democracy
Coalition Project, East and Horn of Africa Human Rights Defenders
Project/Network, Zimbabwe Lawyers for Human Rights e Open Society
Institute.
Outras atividades fizeram parte dessa iniciativa: no
dia 20 de setembro, uma coletiva de imprensa foi realizada na sede da
ONU e, no dia 24, Tafadzwa teve a chance de se apresentar ao plenário. Além disso, também
foram elaborados statements conjuntos e foram enviadas cartas aos
relatores.
Veja aqui o que foi publicado a respeito dessas iniciativas:
Zimbabwe highlights donor dilemma
Human Rights
Tribune - 25/09
Ditador do Zimbábue resiste a deixar poder
Folha
de São Paulo - 21/09
Zimbabwean Activists Seek UN Investigation of
Government Abuse
Voice of America - 20/09
ONG pedem atenção do Conselho da ONU a violações dos
Direitos Humanos no Zimbabué
RTP - 20/09