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Política externa e Direitos Humanos

3) Fomento da criação de mecanismos formais de participação em política externa - A interação entre os formuladores da política externa e atores da sociedade civil deve acontecer como em outros âmbitos da política pública, de forma permanente, por meio de mecanismos formais de participação e acompanhamento. Nas democracias constitucionais, os diferentes poderes do Estado (executivo, legislativo e subsidiariamente o judiciário) devem exercitar suas atribuições constitucionais e ser ativos na elaboração, condução e supervisão da política externa, tendo papéis complementares.

Nesse contexto, Conectas fomentou a criação, em 2006, e é hoje integrante e secretaria executiva do Comitê Brasileiro de Direitos Humanos e Política Externa. Iniciativa pioneira, o Comitê tem como missão "Promover a prevalência dos direitos humanos na política externa brasileira e fortalecer a participação cidadã e o controle social sobre esta política, por meio de mecanismos de diálogo entre os poderes do Estado brasileiro e a sociedade civil". Além de ONGs, também integram o Comitê as Comissões de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, bem como a Procuradoria Federal dos Direitos dos Cidadãos - PFDC e o Programa de DST/AIDS do Ministério da Saúde. Com a disseminação de informação sobre a existência e os resultados dessa iniciativa pioneira, Conectas pretende estimular ONGs de outros países do Sul a criarem mecanismos formais de interação sistemática entre a sociedade civil e os responsáveis pela definição de suas políticas externas que tenham impacto nos direitos humanos.

Leia o relatório da pesquisa "Política Externa e Direitos Humanos: o Brasil na Comissão de Direitos Humanos da ONU" (Conectas, abril de 2005). A apresentação desse relatório em audiência pública na Câmara dos Deputados (Brasília, setembro 2005) impulsionou a criação do Comitê Brasileiro de Direitos Humanos e Política Externa.

Veja a carta de princípios e as atividades desenvolvidas em 2006 por esse Comitê.

Saiba mais:

(1) fortalecimento da participação das ONGs do Sul no sistema de direitos humanos da ONU;

(2) promoção de ações coordenadas de mobilização e incidência (advocacy) entre ativistas da África, Ásia e América Latina;