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2) Promoção
de ações coordenadas de
mobilização entre ativistas
da África, Ásia e América
Latina - Em certos casos, a mobilização
apenas da sociedade civil nacional ou
regional não é capaz de
mudar uma determinada situação
de desrespeito aos direitos humanos.
Diversas são as razões
para essa insuficiência, como
a restrição à liberdade
de expressão e associação
e o temor de repressão por parte
do poder vigente.
Nesses casos, é
fundamental que organizações
de outras regiões se sensibilizem
e promovam ações coordenadas
visando não apenas apoiar a sociedade
civil nacional, mas também sensibilizar
seus respectivos governos a agirem com
respeito a essa situação.
A atuação coordenada entre
organizações de direitos
humanos de paises do Sul Global são
inovadoras e tendem a enfraquecer alguns
questionamentos de governos da região
sobre a legitimidade de ações
vindas de ONGs ou países do Norte.
Um exemplo concreto de
mobilização da sociedade
civil de paises da América Latina
com relação a uma situação
ocorrendo no continente africano deu-se
em junho de 2007: Conectas facilitou
a vinda de uma delegação
composta por defensores de direitos
humanos do Zimbábue à
América Latina a fim de conscientizar,
sensibilizar e mobilizar ONGs da região
com relação à atual
crise dos direitos humanos naquele país.
Esta experiência ressaltou a importância
e a necessidade de ações
coordenadas entre organizações
do Sul Global, uma vez que a ação
das organizações de direitos
humanos do Zimbábue é
fortemente reprimida pelo atual regime
ditatorial do país. Ações
concretas foram definidas entre o grupo
de organizações da América
Latina e a delegação zimbabuense
como; a definição de estratégias
de sensibilização de seus
respectivos governos com relação
à violação dos
direitos humanos nesse país e
a elaboração de ações
que buscam influenciar na transparência
das próximas eleições
presidenciais (Março de 2008),
incluindo o pedido de observadores eleitorais
nacionais e da OEA.
Leia o que foi publicado
sobre o assunto nesse
site e na mídia (impressa
e on-line).
Saiba mais:
(1)
fortalecimento da participação
das ONGs do Sul no sistema de direitos
humanos da ONU; e
(3) fomento
da criação, em nível
nacional, de mecanismos formais de participação
em política externa.
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