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Política externa e Direitos Humanos

No passado a política externa das nações ficava submetida a uma ampla esfera de discricionariedade do Executivo. No Estado Democrático de Direito, porém, não há manifestação do poder que não esteja regulada, ainda que por princípios de natureza constitucional ou internacional. Dentro de uma democracia todas as esferas de poder devem estar sujeitas à participação da sociedade civil, impondo aos formuladores das políticas públicas, inclusive a política externa, maior transparência na sua elaboração e implementação. A prática demonstra que isso não acontece em grande parte dos países do Sul Global, inibindo que ativistas, acadêmicos e ONGs cobrem de seus governos políticas externas guiadas pelos princípios de direitos humanos.

Nesse contexto, buscando promover a prevalência dos direitos humanos nas políticas externas de países do Sul, Conectas realiza as seguintes atividades:

(1) fortalecimento da participação das ONGs do Sul no sistema de direitos humanos da ONU;

(2) promoção de ações coordenadas de mobilização e incidência (advocacy) entre ativistas da África, Ásia e América Latina; e

(3) fomento da criação, em nível nacional, de mecanismos formais de participação em política externa.