Em maio de 2001, 140 acadêmicos, ativistas e representantes de organizações da sociedade civil da África, América Latina e Ásia - o chamado Sul Global – se reuniram em São Paulo (Brasil) para o I Colóquio Internacional de Direitos Humanos . Durante o encontro, foi debatida e reforçada a percepção de que era preciso intensificar a colaboração Sul-Sul e conectar aqueles que trabalham em prol dos direitos humanos em diversos países. Apostando nessa ideia, em setembro desse mesmo ano, foi criada a organização não governamental Conectas Direitos Humanos.
Em muitos países do Sul Global, o estabelecimento ou retorno à democracia fez com que a expectativa por respeito aos direitos humanos se ampliasse. No entanto, a violação desses direitos e a vulnerabilidade social ainda persistem. Muitos Estados não asseguram direitos fundamentais aos seus cidadãos, seja por incapacidade ou falta de vontade política.
Nesse contexto, organizações da sociedade civil e ativistas têm como objetivo fortalecer práticas democráticas e consolidar as demandas por transparência e eficiência do poder público. Isso faz com que se tornem alguns dos principais atores na luta pela efetivação dos direitos econômicos, sociais, culturais, ambientais, civis e políticos. É importante ressaltar que esses direitos fundamentais foram construídos e reforçados por meio de tratados internacionais firmados no âmbito das Nações Unidas e de outras organizações multilaterais.
Para que o trabalho dessas organizações tenha êxito, diante do desafio de transformação da realidade, são de extrema importância tanto o acesso a recursos e práticas bem sucedidas em âmbito local e internacional, quanto o estabelecimento e participação dessas organizações em redes nacionais, regionais e internacionais de cooperação.
Após uma década de trabalho dedicado a promover a efetivação dos direitos humanos e do Estado Democrático de Direito Conectas ampliou suas ações. Para cumprir sua missão, conta com os Programas Sul Global e o de Justiça. A iniciativa de construir um ambiente colaborativo e fortalecer a troca de experiências entre as organizações de direitos humanos da África, América Latin e Ásia continua sendo o cerne da organização.