História

O evento, criado em São Paulo em 2001 e realizado anualmente, tem sido uma oportunidade de capacitação e trabalho em rede entre ativistas e acadêmicos de direitos humanos. O Colóquio acontece integralmente em três idiomas (inglês, português e espanhol) e este ano incluirá pela primeira vez, a língua francesa. Os encontros promovem espaços de diálogo entre as diferentes agendas de trabalho do movimento de direitos humanos e reuniram, até hoje, mais de 600 ativistas e acadêmicos de 53 países da América Latina, África, Ásia e no último ano, também do Leste Europeu.

Em suas três primeiras edições, o Colóquio foi organizado pelo Consórcio Universitário pelos Direitos Humanos- acordo de cooperação entre a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Columbia - New York.

Desde sua IV edição, o evento é organizado pela Conectas Direitos Humanos (www.conectas.org).

O que acontece depois do Colóquio?
Depois de cada Colóquio, uma série de ações colaborativas dá continuidade ao intercâmbio iniciado em São Paulo. Conectas procura facilitar a colaboração entre os participantes e se envolve ativamente no acompanhamento das ações que visam empoderar organizações da sociedade civil do Sul Global para trabalhar com os sistemas regionais e internacional de direitos humanos.

Avaliação do Colóquio pelos ex-participantes:
Nos últimos anos, Conectas tem realizado avaliações com os participantes do Colóquio, durante e após o evento, e tem levado em consideração os resultados para a implementação de mudanças e melhorias no seu formato e conteúdo.

A análise das avaliações dos anos anteriores tem demonstrado uma percepção bastante positiva dos participantes em relação ao evento. Seus comentários, em geral, demonstram que o Colóquio tem conseguido atingir seu objetivo principal, ou seja, fortalecer a atuação tanto individual como coletiva dos ativistas de direitos humanos da América Latina, África e Ásia, e ao mesmo tempo encorajá-los a desempenhar um maior protagonismo na promoção dos direitos humanos no nível global.

Alguns comentários dos participantes do X Colóquio:

Young-Hwan Lee, Citizens’ Alliance for North Korean Human Rights – NKHR, Republic of Korea
Eu mudaria o nome do Colóquio para "Programa da Renascimento para Defensores de Direitos Humanos", dando um sentido de renascimento apaixonado somado ao conhecimento interdisciplinar para a luta pelos direitos humanos
   
Osai Justina Ojigho, Alliances for Africa, Nigeria
Aprendi que temos de pensar fora da caixa, ou seja, de forma criativa. Há muitos desafios que podem ser superados através de intervenções estratégicas
Igor Martins Coelho Almeida, Centro de Cultura Negra do Maranhão
Eu levo daqui o fortalecimento dos meus ideais e a ampliação dessa rede de entidades, de pessoas para lutar em prol dos direitos humanos em todas as suas temáticas. Fazer a transversalidade das temáticas dos direitos humanos. Esta teia que se forma aqui no Colóquio é o que eu vou levar e o meu desafio pessoal é tentar multiplicar isto para as outras pessoas

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